ADEUS MACACO, OLÁ GALO. LISBOA SAIU À RUA PARA FESTEJAR O ANO NOVO CHINÊS

ADEUS MACACO, OLÁ GALO. LISBOA SAIU À RUA PARA FESTEJAR O ANO NOVO CHINÊS
January 27, 2017 myportugal

Quem passou pela Avenida Almirante Reis e pela Praça do Martim Moniz não ficou indiferente aos festejos da comunidade e muitos foram os aplausos que se ouviram durante as dezenas de performances que deram mais cor e alegria à cidade de Lisboa.

Centenas de pessoas juntaram-se na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, no último fim-de-semana, para celebrar a chegada do Ano Novo Chinês do Galo, despedindo-se assim do ano do Macaco. A comemoração não passou despercebida. Entre Portugueses, chineses, espanhóis, indianos, brasileiros, todos fizeram questão de marcar presença na festa, apoiando a comunidade chinesa residente em Portugal. O Portal Martim Moniz foi assistir às comemorações e conta-lhe todos os pormenores.

No cortejo, no sábado de manhã, foram muitos os grupos que marcaram o passo, entre eles, a Companhia de Dança da Escola Secundária Pui Ching de Macau, mas também o grupo de dança de Leão da Associação Internacional Buddha’s Light de Lisboa, a Associação Geral de União das Mulheres Chinesas, entre outros. Contundo, a aproximação entre as culturas portuguesa e chinesa também se deu com a presença do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e do Rancho Folclórico da Figueira da Foz. “Toca a dançar bem que daqui a nada estamos na China”, dizia uma das integrantes deste último grupo, lembrando aos colegas que daqui a pouco tempo as fotos da performance estariam já a circular na China. “Ainda vamos fazer um espetáculo lá, vão ver…”, respondeu outro dos elementos.

Entre danças e cantorias, a verdade é que Avenida Almirante Reis parou por completo, com centenas de pessoas a acotovelarem-se para assistir ao desfile e para tirarem algumas fotografias como recordação. Durante cerca de uma hora, a cultura chinesa andou a desfilar na rua até chegar ao destino final: a Praça do Martim Moniz. Aí era possível também encontrar stands de várias entidades, entre elas escolas de línguas, associações de comerciantes, media, entre outras, que não perderam a oportunidade de mostrar o que anda a ser feito para aproximar as duas comunidades.

Na tarde de sábado e também no domingo, as cadeiras colocadas à disposição do público que foi assistir não eram suficientes. Mesmo tendo ficado inúmeras pessoas sem lugar, o certo é que a maioria não arredou pé para assistir às quase 60 performances que mostraram um pouco da rica e diversificada cultura chinesa aos habitantes de Lisboa. Mas nem só de cultura chinesa se fez esta festa, já que a fadista Cristina Nóbrega também subiu ao palco para interpretar duas canções, tendo sido entusiasticamente acompanhada com palmas por todos os presentes na Praça do Martim Moniz.

“Estes espetáculos e esta partilha de culturas revelam que, nós portugueses, somos um povo tolerante e que gostamos de receber os imigrantes na nossa terra”, conta uma das espetadoras ao Portal Martim Moniz. No entanto, foram as performances da Companhia de Ópera Wu de Zhejiang e da Companhia de Dança da Escola Secundária Pui Ching de Macau que mais aplausos arrancaram aos presentes.

“Os corações dos dois povos estão cada vez mais próximos”

Antes do início das performances, vários foram os que fizeram questão de assinalar a importância destas comemorações para a cidade de Lisboa, assim como para o país.

Do lado chinês, Choi Man Hin, presidente da Associação de Comerciantes e industriais Luso-Chineses, quis destacar que as celebrações do Ano Novo Chinês em Portugal “são mais uma excelente forma de aproximar os povos” português e chinês.

Essa mesma ideia também ficou presente no discurso de Nie Quan, encarregado de negócios da Embaixada da China em Portugal, que lembrou que esta “data tradicional é a mais importante para a comunidade chinesa”. “Os corações dos dois povos estão cada vez mais próximos”, afirmou o responsável, visivelmente satisfeito, lembrando de seguida os votos de feliz ano novo enviados pelo primeiro-ministro António Costa e pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa à comunidade chinesa. “Esta também é uma festa do povo português”, acrescentou, sem se esquecer de dizer, convictamente, que estas celebrações “ampliarão o caminho de reforço das relações entre Portugal e a China”.

Já do lado português, Jorge Lacão, vice-presidente da Assembleia da República, congratulou a organização pela continuação desta iniciativa. “É muito bonito ver aqui esta partilha de vontade de comemorar com os portugueses por parte da comunidade chinesa”, afirmou. “Portugal orgulha-se desta atitude de acolhimento, respeito pelas culturas e intercâmbio entre elas”, finalizou.

Por seu turno, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, quis deixar o seu “apreço e estima pela comunidade chinesa na cidade”, que segundo o próprio, “é uma comunidade de paz, trabalho, dedicação e que tem tido um contributo enorme para a vitalidade da cidade de Lisboa”. “Lisboa quer ser a cidade de acolhimento de todos”, salientou.

Também o Haitong Bank, principal patrocinador das comemorações em Portugal, marcou presença nas celebrações. “É uma honra e orgulho contribuir para um evento que representa um elo cultural entre o povo português e chinês”, afirmou Hiroki Miyazato, presidente do conselho de administração da entidade bancária.

Fonte: www.ptmm.pt